A conquista do ambiente terrestre


Dúvidas?A Evolução©

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Orgãos de Cópula

        Machos de cobras e lagartos têm hemipênis pareados, que podem encher-se de sangue e, desse modo, ser expulso da cloaca do macho, para formar um órgão intromitente. Somente um hemipênis de cada vez é inserido na cloaca da fêmea. Ele é geralmente áspero ou espinhoso na extremidade final, para manter-se firme enquanto os espermatozóides são transferidos por um sulco na sua superfície. Um músculo retrator puxa o hemipênis de volta para dentro do corpo do macho, quando a cópula termina.

  Hemipenis em uma espécie de cobra

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A Fecundação Interna

      Nos seres antecedentes aos répteis, os anfíbios, a fecundação acontece de forma externa. O macho e a fêmea lançam seus gametas na água, e nela acontece a fecundação. O meio aquático é propício para este evento, uma vez que o número de gametas lançados é muito grande, então aumentam-se a chances de econtro entre os espermatozóides e os óvulos. Na fecundação externa o número de zigotos formados é maior, porém o número de indivíduos que sobrevivem às adversidades do meio é pequeno.

     
                                        Tartarugas durante a cópula

        Nos répteis surge uma nova forma de fecundação, a fecundação interna, na qual os seres necessitam de órgãos de cópula. Nesse tipo de reprodução o número de zigotos formados é menos mas o número de indivíduos que chegam à idade adulta é proporcionalmente maior, e no caso dos répteis, principalmente pelo fato de o embrião ser envolvido pelo ovo calcárico. Isso possibilitou que o número de espécies aumentasse exponencialmente a cada geração.

Lagartos durante a cópula

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Ácido Úrico: A excreção dos répteis

     Fórmula do ácido úrico (C5H4N4O3)

         O tipo de excreta nitrogenada produzida durante o metabolismo reptiliano é outro fator que permitiu a conquista do ambiente terrestre. O ácido úrico, apesar de demandar um maior gasto energético em sua produção, é menos tóxico e insolúvel em água. A insolubilidade do ácido minimizou a perda de água dos seres para o ambiente e até mesmo do embrião que se encontra em um ovo. O embrião, que armazena suas excretas na cavidade alantóide, também é beneficiado pela baixa toxicidade dessa excreta, já que durante todo o seu desenvolvimento, ele estará em contato com ela.

Video

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Estratégia Reprodutiva: O Ovo

        O répteis são os primeiros tetrápodos amniotas e alantoidianos na escala zoológica. A presença de ovos com casca, dotados de âmnio e alantoide, proporcionou aos répteis ovíparos a grande oportunidade de libertação total da água do ambiente para a reprodução. Surgiu com os répteis, a possibilidade de desenvolvimentodo embrião fora da água sem o perigo de desidratação.

 

                 Ovos de cobra


         As adaptações do ovo amniótico providenciam um ambiente ótimo ao desenvolvimento do embrião. A casca, que pode ser calcificada, providencia uma proteção mecânica permitindo simultaneamente as trocas gasosas com o meio. A albumina dá uma maior proteção contra ações mecânicas e constitui um reservatório de água e proteína. O vitelo fornece a energia necessária ao desenvolvimento do embrião. A diferença mais significativa entre os ovos anamniótico e amniótico consiste na presença de três membranas neste último, córion, âmnion e alantoína. O córion rodeia o embrião e o saco vitelino, o âmnion é uma membrana mais interna que contorna o próprio embrião, responsável pela proteção mecânica deste. A alantoína é uma membrana entre o córion e o âmnion que encerra uma cavidade (alantóide), que funciona como um lugar para armazenar os desperdícios de azoto resultantes do metabolismo do embrião.
        Os ovos dos répteis apresentam grande quantidade de vitelo, sendo por isso classificados como telolécitos. Os ovos telolécitos possuem uma quantidade de vitelo tão grande que faz com que as estruturas citoplasmáticas e o núcleo fiquem totalmente no polo animal do ovo. A abundância de vitelo nos ovos dos répteis é uma importante estratégia reprodutiva, uma vez que esse é a fonte nutritiva do embrião durante o seu desenvolvimento.


Ilustração do ovo de um réptil